
terça-feira, dezembro 04, 2007
quarta-feira, novembro 28, 2007
Muito pra mim ainda é pouco.
renatamar.
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porque é mais fácil acreditar em ações do que em palavras.
domingo, novembro 25, 2007
Traição

isso que me deixa o coração sem alma.
que me arranca do ventre cheio, a vida.
que seca meus olhos
fere minha pele
parece canção triste
preparação pra guerra
são os vestígios de seus últimos dias
em minha terra.
renatamar.
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Faz dias que canto pra espantar essa tristeza que você deixou como sobra de amor.
quinta-feira, novembro 22, 2007
Viagem breve

O sono não chega sabendo que você parte em breve
que depois outra cama te aquece
outros lábios te beijam.
A mente não se acalma
quando tudo te deslumbra
e meu corpo já não te basta.
As palavras despejadas em fúria
são o inverso do que guardo em mim.
Elas só servem pra me defender
disso que não sei dizer.
As passagens já estão compradas.
Segue teu rumo, acompanha teu destino
logo aprendo que amor também é parte da solidão.
renatamar.
quarta-feira, novembro 21, 2007
dois e dois
bem fechados
procuro a melhor
palavra para
sussurrar
nos seus ouvidos
brancos
e ver a sua boca
vermelha sorrir
e os seus olhos
claros brilharem
enquanto
te abraço
e penso
que talvez
você seja
a outra
metade
da minha
solidão.
Fábio Faria
terça-feira, novembro 20, 2007
Anjo
ri com as histórias de Pedro Malazarte
deitei com o historiador do meu corpo
conheci mutantes.
Só me faltam teus braços,
semideus da força,
pra me tornar guerreira
a frente de tua batalha.
renatamar.
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segunda-feira, novembro 19, 2007
Maré Alta
Se partires, não me abraces - a falésia que se encosta
uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.
Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a convulsão
das marés e uma canção desprende-se da espiral dos búzios;
mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me abraces -
o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno
nos dias sem ninguém - longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas (como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar) ; e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.
Se me abraçares, não partas.
sexta-feira, novembro 16, 2007
fluido.gelo.vapor.
e o vôo é falta de um lugar pra pousar.
como seguir a água se ela sempre se transforma?
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renata.mar
domingo, novembro 11, 2007
quarta-feira, novembro 07, 2007
Buda
quase não ouço o som que toca.
Naynhambi - batidas do coração.
Homem-mar.
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renatamar

